terça-feira, 10 de novembro de 2015
quarta-feira, 17 de junho de 2015
Lucia Encarnação Pedagoga: VISTA A MINHA PELE resenha
Lucia Encarnação Pedagoga: VISTA A MINHA PELE resenha: Filme dirigido pelo cineasta Joel Zito Araújo e produzido por Casa de Criação/Ceert, 2004, São Paulo. O autor faz uma relei...
quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
EDUCAÇÃO INCLUSIVA
O conceito de educação inclusiva surgiu a partir de 1994,
com a Declaração de Salamanca. Com a Declaração, surgiu o termo necessidades
educativas especiais, que veio substituir o termo “criança especial”, termo
anteriormente utilizado para designar uma criança com deficiência. A ideia é
que as crianças com necessidades educativas especiais sejam incluídas em
escolas de ensino regular. O pressuposto é que nenhuma criança deve ser
separada das outras por apresentar alguma espécie de deficiência. Do ponto de
vista pedagógico esta integração propicia às crianças um desenvolvimento
conjunto, mas, por vezes, surge uma imensa dificuldade por parte das escolas em
conseguirem integrar as crianças com necessidades especiais devido à necessidade
de criar as condições adequadas. A Educação Especial é uma educação organizada
para atender especifica e exclusivamente alunos com determinadas necessidades
especiais. O ensino especial é mais frequente em instituições destinadas a
acolher deficientes, isto tem sido alvo de criticas, por não promoverem o
convívio entre as crianças especiais e as restantes crianças. O sistema regular
de ensino precisa adaptar-se, caso deseje ser inclusivo. A convivência com
colegas, nas atividades da escola contribui para o desenvolvimento dos alunos
com necessidades especiais.
Da Educação, da Cultura e do Desporto
Art. 208. III – atendimento educacional especializado aos
portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino.
1996 - Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei
N.º9.394/96) assegura aos alunos com necessidades especiais currículos,
métodos, recursos educativos e organização específicos para atender às suas
necessidades específicas.
O Presidente da República Faço saber que o Congresso
Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Capítulo V
Da Educação Especial
Art. 58. Entende-se por educação especial, para efeitos
desta Lei, a modalidade de educação escolar, oferecida preferencialmente na
rede regular de ensino, para educandos portadores de necessidade especiais.
§1. Haverá, quando necessário, serviços de apoio
especializado, na escola regular, para atender às peculiaridades da clientela
da educação especial.
§2a . O atendimento educacional será feito
em classes, escolas ou serviços especializados, sempre que, em função das
condições específicas dos alunos não for possível a sua integração nas classes
comuns do ensino regular.
§3a . A oferta de educação especial, dever
constitucional do Estado, tem início na faixa etária de zero a seis anos,
durante a educação infantil.
Art.59. Os sistemas de ensino assegurarão aos educandos com
necessidades especiais:
I – currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e
organização específicos, para atender às suas necessidades;
II – terminalidade específica para aqueles que não puderem
atingir o nível exigido para conclusão do ensino fundamental, em virtude de
suas deficiências, e aceleração para concluir em menor tempo o programa escolar
para os superdotados;
III – professores com especialização adequada em nível
médio ou superior, para atendimento especializado, bem como professores do
ensino regular capacitados para a integração desses educandos nas classes
comuns;
IV – educação especial para o trabalho, visando a sua
efetiva integração na vida em sociedade, inclusive condições adequadas para os
que não revelarem capacidade de inserção no trabalho competitivo, mediante
articulação com os órgãos oficiais afins, bem como para aqueles que apresentam
uma habilidade superior nas áreas artística, intelectual ou psicomotora;
V – acesso igualitário aos benefícios dos programas sociais
suplementares disponíveis para o respectivo nível do ensino regular.
Art.60 –Os órgãos normativos dos sistemas de ensino
estabelecerão critérios de caracterização das instituições privadas sem fins
lucrativos, especializados e com atuação exclusiva em educação especial para
fins de apoio técnico e financeiro pelo Poder Público.
Parágrafo único. O Poder Público adotará, como alternativa
preferencial, a ampliação de atendimento dos educandos com necessidades
especiais na própria rede pública regular de ensino, independentemente de apoio
das instituições previstas neste artigo.
1854 - Instituto Benjamin Constant (IBC) fundado no
Rio de Janeiro, RJ, com o nome de Imperial Instituto dos Meninos Cegos. Foi a
primeira instituição de educação especial da América Latina; ainda em
funcionamento.
1857 - Instituto Nacional de Educação de Surdos
(Ines) fundado no Rio de Janeiro, RJ, por D. Pedro II - ainda em
funcionamento.
1988 - Constituição Federal (Art. 208, III) estabelece
o direito das pessoas com necessidades especiais de receberem educação,
preferencialmente na rede regular de ensino.
1989 - Lei N.º 7,853 cria a Coordenadoria Nacional
para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência (CORDE), dispõe sobre o
apoio às pessoas com deficiência, sua integração social, institui a tutela
jurisdicional de interesses coletivos ou difusos das pessoas com deficiência,
disciplina a atuação do Ministério Público, define crimes e dá outras
providências.
1990 - Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA, Lei n.º
8.069). No Art. 53. assegura a todos o direito à igualdade de condições para o
acesso e permanência na escola e atendimento educacional especializado,
preferencialmente na rede regular de ensino. 1998 - Parâmetros Curriculares
Nacionais (Adaptações Curriculares) do MEC fornecem as estratégias para
educação de alunos com necessidades educacionais especiais.
1999 - Decreto N.º 3.298 regulamenta a Lei n.º 7.853/89 que
trata da Política Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência e
estabelece a matricula compulsória em cursos regulares em escolas públicas e
particulares de pessoas com deficiência.
2000 - Lei N.º 10.098 estabelece normas gerais e critérios
básicos para a promoção de acessibilidade das pessoas com deficiência ou com
mobilidade reduzida mediante a eliminação de barreiras e de obstáculos nas vias
e espaços públicos, no mobiliário urbano, na construção e reforma de edifícios
e nos meios de transporte e de comunicação.
2000 - Lei N.º 10.048 estabelece a prioridade de
atendimento às pessoas com deficiência e determina que os veículos de
transporte coletivo a serem produzidos deverão ser planejados de forma a
facilitar o acesso a seu interior das pessoas com deficiência.
2001 - Plano Nacional de Educação explicita a
responsabilidade da União, dos Estados e Distrito Federal e Municípios na
implementação de sistemas educacionais que assegurem o acesso e a aprendizagem
significativa a todos os alunos.
2001 - Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na
Educação Básica endossa a necessidade de que todos os alunos possam aprender
juntos em uma escola de qualidade.
2001 - Decreto n.º 3.956, da Presidência da República do
Brasil, que reconhece o texto da Convenção Interamericana para a
"Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Pessoa Portadora
de Deficiência" (Convenção da Guatemala), reafirmando o direito de todas
as pessoas com deficiência à educação inclusiva.
2001 - Parecer CNE (Conselho Nacional de Educação) CEB
(Câmara de Educação Básica) nº 17 aponta os caminhos da mudança para os
sistemas de ensino nas creches e nas escolas de educação infantil, fundamental,
médio e profissional.
2004 - Decreto nº 5296 de 02 de dezembro regulamenta as
Leis nºs 10.048, de 8 de novembro de 2000 e, 10.098, de 19 de dezembro de 2000
que estabelecem normas gerais e critérios básicos para a promoção da
acessibilidade em vários âmbitos.
Documentos internacionais
Sobre princípios, política e prática em educação especial
Reconvocando as várias declarações das Nações Unidas que
culminaram no documento das Nações Unidas “Regras Padrões sobre Equalização de
Oportunidades para Pessoas com Deficiências”, o qual demanda que os Estados
assegurem que a educação de pessoas com deficiências seja parte integrante do
sistema educacional.
Convenção Interamericana para a eliminação de todas as
formas de discriminação contra as pessoas com deficiência – 1999
LUCIA HELENA DA ENCARNAÇÃO – Acadêmica
de Pedagogia – Faculdade UNAERP Guarujá
A HISTÓRIA DE FERNÃO CAPELO GAIVOTA Resenha
Fernão Capelo Gaivota é um romance de Richard
Bach, publicado originalmente
nos Estados Unidos em 1970, com o
título de "Jonathan Livingston Seagull — a story", foi lançado
no Brasil como "A História de Fernão Capelo Gaivota" pela editora
Nórdica.
O autor
Richard David Bach nasceu nos Estados Unidos em 23 de junho de 1936. Por seu amor à arte de voar e por seus
livros relacionados ao ar e ao voo, ficou conhecido
como o autor de 1970[1].
Ao amanhecer, o bando de gaivotas começava a vida
lutando por alguns restos de peixes que os barcos lançavam ao mar, para elas o
mais importante era se alimentar. Não se importavam em aprender grandes
manobras em seus voos, o objetivo principal era voar em busca de alimento.
Mas,
para Fernão Capelo Gaivota o imprescindível era o voo e não só a comida. Ele
vivia distante dos barcos e da costa treinando manobras arriscadas e
incompatíveis com as gaivotas comuns, aprendendo sozinho a deslizar pelas águas
calmas do mar.
Os
pais da jovem gaivota desaprovavam suas atitudes e pediam para que ela parasse
com aqueles treinos. Eles estavam muito preocupados com seu filho, pois achavam
que aquilo iria prejudicá-lo na sua sobrevivência dentro do bando.
O
pai de Fernão o alertou sobre o inverno que se aproximava e sobre as
dificuldades de se conseguir alimento nesse período e que, a razão do voo para as
gaivotas sempre foi à busca por comida. Sua mãe dizia que ele estava de um
jeito que era só pena e osso, ficava voando fazendo piruetas e não se
preocupava em se alimentar.
Por
insistência dos seus pais, Fernão Capelo parou com aquela loucura por alguns
dias, mas, sua vontade de aprender era tanta que não se conteve e voltou a
praticar seus voos arriscados. Para ele não fazia sentido voar só para comer,
seria uma vida muito monótona. Fernão queria mais, por isso, voltou a treinar
seus voos em grandes velocidades e altitudes até estabelecer um recorde mundial
para as gaivotas.
Mas,
o conselho de gaivotas mais velhas se reuniu e foi decidido que, por sua
imprudência e irresponsabilidade, Capelo seria expulso do bando para viver
solitário nos Penhascos Longínquos.
Fernão
Gaivota, inconformado com aquela decisão, protestou e gritou pedindo para que o
deixassem demonstrar tudo que aprendera. Ele afirmava que a vida teria um
significado maior se não voassem somente para se alimentar. Entretanto, os
líderes do bando, que eram duros como rocha, disseram a todos para não darem
importância e àquelas palavras e para virarem-se de costas.
Fernão
partiu para o seu destino levando consigo a vontade de conhecer e conquistar a
liberdade de voar. No exílio ele treinou bastante e aprendeu a mergulhar no mar
em grande velocidade, isso lhe deu o prazer de saborear os peixes mais raros e
saborosos que viviam a três metros abaixo da superfície. Dominando os altos
ventos do continente, também jantava delicados insetos. Fernão Gaivota aprendia
cada vez mais a cada dia e a solidão não o entristecia, ele até se sentia
feliz.
Certo
dia, em um de seus voos solitários entre as montanhas, Fernão encontrou duas
gaivotas que o levaram para voar muito mais alto. Era um desafio, a descoberta
de uma nova vida, de um novo mundo formado por gaivotas expulsas dos seus
bandos.
Capelo,
maravilhado, perguntou à gaivota mais velha se aquele lugar onde viviam não
seria o paraíso. Chiang respondeu afirmando que o paraíso não é um lugar nem um
tempo e que o paraíso é ser perfeito. Disse ainda, que ele deveria se preparar
para voar além e para conhecer o significado das palavras “bondade” e “amor”.
Gaivota
seguiu os ensinamentos do Mais Velho e passou a treinar muito com seus novos
amigos e aprendeu a manobrar melhor suas asas. A potência de seus voos estava
cada vez maior, superando limites de velocidade, era incansável, queria a
perfeição.
Com
o passar dos tempos Fernão começou a sentir saudade da sua terra natal. Então
resolveu retornar para reconquistar seu posto dentro do bando de gaivotas.
Queria ser um instrutor de voo para elas. No caminho de casa, voando pelos
Penhascos, Capelo foi encontrando outras gaivotas banidas e foi formando um
pequeno grupo de seguidores.
Segundo
a lei do bando, nenhum banido poderia regressar, mas, Fernão Capelo Gaivota
junto com seus adeptos quebraram as regras e voltaram. De volta ao bando, o
chefe proibiu todas as gaivotas de falarem com os expulsos, caso contrário
também seriam banidas.
Capelo,
indiferente, sobrevoava a Praia dos Conselhos executando manobras radicais em
alta velocidade junto com seus amigos. Aos poucos as jovens gaivotas do bando,
que ficavam espiando escondidas, foram se aproximando da praia onde estava
Fernão.
Quando
a primeira delas criou coragem e pediu para aprender a voar como ele, também
foi banida do bando. Mesmo assim, mais e mais gaivotas pediam para participar
do aprendizado. A multidão de espectadores crescia de dia para dia: vinham
fazer perguntas, idolatrá-lo ou injuriá-lo.
Certo
dia, quando uma multidão de gaivotas radicais do bando atentou contra a vida de
Fernão, este resolveu partir deixando seu melhor aluno Francisco Gaivota como
instrutor dos jovens aprendizes. Ao partir, Fernão Capelo pediu a Francisco
para que não deixasse que espalhassem boatos sobre ele, que ele não era nem
Deus nem demônio.
Fernão
acreditava que todos poderiam fazer o que ele fazia, bastava que fossem
dedicados e não se deixassem acomodar em seus voos limitados. Todos deveriam
tentar ultrapassar os limites e não se contentarem com dogmas estabelecidos.
Essa
é uma história de superação e quebra de preconceitos. Para o autor, ninguém
deve se contentar em aceitar “migalhas de pão ou cabeças de peixe”. Para ele,
“a vida é algo mais do que aquilo que os nossos olhos veem”.
Sendo
assim, é de grande importância o trabalho com esse livro para os alunos na
escola, porque desperta valores como, amor, amizade e liberdade. Além desses,
outros valores pode ser discutido em sala de aula, o perdão, a busca pelo
conhecimento e aprendizagem. Esses ensinamentos contribuirão para o seu
crescimento individual e também como cidadão.
LÚCIA HELENA DA ENCARNAÇÃO - UNAERP Guarujá
COMO ESTRELAS NA TERRA, TODA CRIANÇA É ESPECIAL Resenha do filme
Filme
indiano que nos mostra o poder da arte de despertar nas pessoas a perspectiva de um
mundo melhor, repleto de alegrias e transformações, resgatando-as de um mundo
limitado e sombrio, seja pelo preconceito, seja pela ignorância.
No
filme, um menino de nove anos de idade, com problema de dislexia, doença até
então desconhecida pelos pais e por muitos, não conseguia para aprender a ler e
escrever. Para ele as letras dançavam entre as linhas do caderno e o
atormentavam.
Incompreendido,
era rotulado de burro, imbecil e outros impropérios e, não tendo como expressar
a sua dor, sem ter como dizer o que sentia, acabou canalizando sua frustração
para o lado da violência e indisciplina na escola.
Assim,
foi mandado para um colégio interno onde, incompreendido, sofreu muitos
castigos físicos e psicológicos.
No
entanto, aquele menino tinha talentos especiais que só foram descobertos por um
professor substituto, um artista que se sensibilizou com o seu problema, pois
havia tido problema semelhante na infância.
Com
a intervenção oportuna desse verdadeiro anjo na vida daquela criança, esta se
tornou um dos melhores, senão o melhor aluno da escola. O professor, flautista, encontrou um canal de
comunicação com o menino através da arte.
Aquele
professor ensinou, não só aos alunos, mas para todos da escola que “O propósito
da arte é expressar emoções”, ela estimula a imaginação e quebra barreiras. Mostrou
que a arte tem o poder de mobilizar as pessoas em torno de objetivos, sempre
nobres. Através dela, as pessoas são levadas a deixar fluir a imaginação,
libertando de dentro de si os seus sentimentos mais puros e profundos.
LÚCIA
HELENA DA ENCARNAÇÃO 07/03/2012
A REVOLUÇÃO DOS BICHOS Resenha
Esta obra foi escrita em 1945 e lançada, no Brasil,
em sua 1ª edição no ano de 2000 pela Editora Globo de São Paulo. Além desta, George
Orwell escreveu outras obras-primas como “Lutando na Espanha e 1984”. Tendo por
pseudônimo Eric Arthur Blair, nasceu na Índia em 1903 e foi um dos maiores
escritores na Inglaterra. Neste livro, o autor satiriza o regime totalitário
vigente na época.
Na “Granja do Solar”, a vida corria normalmente até que um dia, o Sr.
Jones que era o proprietário, deixou as janelas internas do celeiro abertas. De
madrugada, houve uma certa agitação naquele lugar, pois os habitantes, animais
caseiros, se reuniram em torno do velho Major, um porco sábio. Este incutia ideias
revolucionárias nas cabeças dos bichos.
O velho porco os incitava a se revoltarem contra o dono da propriedade e
em seus discursos acalorados, lembrava-se dos maus tratos e privações que
sofriam.
Aquela reunião, com cantorias e “palavras de ordem”, foi dispersa pelo Sr
Jones que atirara com uma espingarda pensando que o barulho tivesse sido
provocado por uma raposa.
Dias depois, o Major faleceu, mas suas ideias ficaram na cabeça de todos,
principalmente, de dois jovens suínos, Bola-De-Neve e Napoleão e também do
capado Garganta. “Diziam que Garganta era capaz de convencer que preto era
branco”. Juntos, os três tomaram para si o dever de organizar a tão sonhada
Revolução dos Bichos, baseada nas ideias do Velho Major.
Depois de algumas reuniões noturnas ficou decidida a inconfidência. O
poder foi tomado e os humanos foram expulsos da fazenda com mais facilidade do
que se esperava. Os líderes instituíram novas regras de convivência baseadas no
princípio do “Animalismo”. Esse princípio se baseava em sete mandamentos que
“constituiriam a lei inalterável pela qual a granja dos bichos deveria reger
sua vida a partir daquele instante, para sempre.”.
Eram os mandamentos:
“1 – Qualquer coisa que ande sobre duas pernas é inimigo;
2 – Qualquer
coisa que ande sobre quatro pernas ou tenha asas, é amigo;
3 – Nenhum animal
usará roupas; 4 – Nenhum animal dormirá em cama;
5 – Nenhum animal beberá
álcool;
6 – Nenhum animal matará outro animal;
7 – Todos os animais são
iguais.”
Bola-de-Neve resumiu os sete mandamentos em: “Quatro pernas bom, duas
pernas ruim.”, adiante, esses mandamentos foram sendo alterados conforme lhes
eram convenientes.
Por outro lado, a notícia da revolução se
espalhou por outras fazendas e os homens temendo que o mesmo ocorresse
por lá, decidiram enfrentar e derrubar os bichos. Foi uma batalha sangrenta,
mas a vitória foi dos animais, e isso inspirou um grande espírito cívico na
comunidade vencedora. De certa forma, todos se sentiam responsáveis, mas o
poder estava concentrando nos dois cachaços, que, entretanto, divergiam em suas
ideias e ações.
O que ninguém sabia é que Napoleão havia criado, secretamente, no sótão,
uma matilha de nove cães, que foram tirados ainda filhotes de Lulu e Ferrabrás,
que bem alimentados e treinados mais pareciam lobos ferozes. Dessa forma,
Napoleão, usando a força desses cães para intimidar, proclama-se ditador e
impõe as regras que lhe convém. Ele, agora ditador, tomou como seu, o projeto
faraônico de seu adversário político, a construção de um moinho de vento, e
obrigou, sutilmente, a bicharada a trabalhar arduamente nele.
Com a chegada de mais um inverno rigoroso, surgiram os primeiros
problemas de abastecimento e os animais tiveram sua ração diminuída e o
trabalho aumentado. Surgiram, então, as primeiras discórdias entre os bichos
que facilmente foi reprimida pelo aparato canino de Napoleão. Medidas foram
tomadas, a repressão aumentou e muitos bichos tais como ovelhas, porcos,
galinhas, gansos e outros, foram executados de forma cruel. Todos da fazenda
estavam mais pobres, menos os porcos e cachorros, que só usufruíam o melhor.
Napoleão, então, resolveu negociar
com os humanos, contrariando ao primeiro dos sete mandamentos do princípio que ele
mesmo ajudara a criar. O pior é que, além de tantas humilhações, todos ficaram
espantados em ver uma coluna de porcos que saia da casa caminhando,
bizarramente, apoiados nas duas patas traseiras, imitando aos humanos.
Ouvindo risadas e cantorias que saía da casa onde os porcos passaram a
morar, os animais, andando pé ante pé, atravessaram o jardim e espiando pela
janela, viram Napoleão se relacionando estreitamente com os fazendeiros
vizinhos em meio a um carteado. Homens e porcos dividiam cigarros e bebidas até
que, ambos se entreolharam de forma igual um para o outro, pois alguém havia
trapaceado no jogo. Não havia distinção de quem era quem, homem e porco, porco
e homem todos estavam na mesma condição.
O texto revela a desumanidade dos regimes totalitários, onde a repressão, a injustiça e meios desonestos são utilizados para se permanecer no poder e dele abusar.
O texto revela a desumanidade dos regimes totalitários, onde a repressão, a injustiça e meios desonestos são utilizados para se permanecer no poder e dele abusar.
LÚCIA HELENA DA ENCARNAÇÃO - Acadêmica de Pedagogia - Faculdade Unaerp de Guarujá.
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